Psicologia e Religião

Este tópico tem como objetivo esclarecer os limites entre a psicologia e a religião.

A Psicologia é uma ciência que estuda o comportamento e os processos da mente humana. Está fundamentada em princípios éticos e científicos, e a atuação do profissional psicólogo está regulamentada em seu código de ética.

Por outro lado, a Religião está fundamentada na fé e espiritualidade, tratando-se de conteúdo próprio e individual de cada ser humano.

Sobre o site

É importante esclarecer que os textos de conteúdo específico cristão citados neste site pertencem exclusivamente ao universo de significados e conteúdos do cristianismo, não devendo ser confundidos ou interpretados como fundamentos, princípios, dogmas, extensões, qualificações, especialidades ou ensinamentos da Psicologia. O domínio do site não qualifica a psicologia (ciência) como cristã, mas sim o psicólogo (pessoa) como cristão.

O Brasil é um estado laico, onde a manifestação religiosa é livre. A Constituição Federal Brasileira garante a liberdade de expressão religiosa como direito fundamental, sendo inviolável a liberdade de consciência e de crença, assim como a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação.

Como psicóloga, pesquisadora e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, conduzi uma pesquisa científica sobre a escolha do terapeuta associada à denominação religiosa. O trabalho contribui para esclarecer os motivos pelos quais um cliente procura um psicólogo que compartilha de sua fé.

Na pesquisa, observou-se que o cristão evangélico procura por um psicólogo que compartilha de sua fé em busca de um profissional que compreenda seu universo de significados espirituais.

O psicólogo, assim como qualquer profissional de outras áreas, tem o direito de manifestar publicamente sua opção de fé e religiosidade pessoal, desde que isso não interfira no exercício de seu trabalho, pautado pelos princípios éticos da profissão.

O cliente tem o direito de escolher o profissional de sua preferência, e os critérios que norteiam essa decisão são de natureza particular, inquestionável e inviolável.

Conclui-se que é fundamental compreender que a Psicologia é uma ciência que pode
acolher e compreender os significados religiosos do indivíduo, mas não pode ser
qualificada como uma psicologia cristã.

O CFP – Conselho Federal de Psicologia determina quais são as especialidades da
psicologia que são regulamentadas pela Resolução CFP nº 013/2007.

O psicólogo pode ser cristão e assim publicamente se declarar, mas a prática da psicologia é científica, portanto, há limites estabelecidos entre a psicologia e a religião. A religião é tema de interesse, estudos e pesquisas no campo da psicologia, assim como os demais conteúdo do ser humano.

Há um posicionamento do sistema de Conselhos de Psicologia para a questão da Psicologia, Religião e Espiritualidade. O documento esclarece detalhadamente os limites entre os temas.

Não faço parte como membro do CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos mas compartilhamos do mesmo entendimento.